Evitando a igreja dos desesperados ou ele?
Não sei se o que faço é pro meu bem ou pra evita-lo. Hoje decidir parar- por um período- as minhas noitadas assim será melhor, melhor? Pra mim ou pra ele? Lá vem eu falar dele novamente, é, não exatamente dele mas do que estou sentindo nesse exato momento, mas como descrever se o que me aflige está tão confuso que mau consigo expô-los .Todos fins de semana recebo convites pra sair, porém os mesmos sempre, o mesmo local, na mesma hora, e as mesmas pessoas e obvio ele também dará sua “ilustre” presença, chego a me incomodar com tamanha monotonia que isso já se tornou, as vezes me pego cheio, cheio de ir pra aquele lugar, cheio de mim, cheio dele, as vezes não me suporto- baixou a Martha Medeiros. Rs- Chego a pensar que de fato não sou normal. Me bateu uma pergunta essa noite, eu não vou mas pra balada por que eu não quero, ou pra não vê-lo? Eu vou evitar encontra-lo quem sabe assim ele sente minha falta, falta de quem, a minha? Acho que sou mesmo de outro mundo só estou esperando o dia de voltar a marte.
Tantas coisas acontecendo a minha volta e eu preocupado se vou ou não retornar ao refúgio dos aflitos, a igreja dos desesperados, a noite dos tristes só pra mostrar que sou mais eu, que ele não me importa- que deus fechou uma janela, mas há de abrir uma porta- quanta infantilidade pra uma pessoa só não? Enquanto estou aqui escrevendo, ele deve está se preparando pra mais uma noite clichê como tantas outras que já se foram e que ao de vim, mas o que eu tenho haver com a vida dele? Nada, e por que agora essa preocupação, ele nunca se importou se eu vou ou não pra noitada, que diferença iria fazer pra ele? Logico que nenhuma- mas pra dona, um dinheirinho a mais nunca é ruim.
Só um minutinho-tomar um copo com água e açúcar pra acalmar.
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Opa!! O que estou a fazer escrevendo? A novela das 9 (Nove) já começou, não posso parar de fazer o que gosto por causa dele, e outra tem um mundo lá fora pra ser vivida, tenho ruas pra andar, livros pra comprar-devorar- tenho gente pra ver-conhecer- amigos pra conversar-desabafar, tantas coisas que não pode se resumir a ele, nem a boate, pois são desejos corriqueiros, é bom enquanto dura, mas sabemos que nada dura pra sempre.
Vou parar de ir ao meu mundo fantástico ele não existe, não posso comprar entrada pra minha felicidade, pois todos sabem que a felicidade é passageira e momentânea. É bom ficar nesse universo de êxtase, euforia que parece não acabar, mas nem isso está a me dopar, pois além de reencontra-lo, ao acordar vou ver uma faixa bem grande escrita: Seja bem vindo a realidade, e que de nada adiantou, apenas mais uma noite que se passou, agora volte para seus dias, seus problemas e suas alegrias, acorde pois tudo que viveu na noite anterior é fantasia, mas não se preocupe que a boate e a presença dele estará na próxima semana a te aguardar. A TE ATORMENTAR.
